O Grupo de Trabalho de Bibliotecas pela Diversidade e Enfoque de Gênero nasce da necessidade de se discutir as questões de diversidade sexual e identidade de gênero no âmbito da Biblioteconomia e Ciência da Informação brasileira.

Criado em setembro de 2019, o grupo visa discutir:

  • Como a biblioteca pode auxiliar pessoas LGBTQIA+, em principal as que estão em situação de vulnerabilidade social?

  • Como o bibliotecário pode atuar para conscientizar tanto a equipe, quanto a comunidade em que está inserida em relação aos LGBTQIA+ e o impacto negativo dos estereótipos de gênero?

  • Como o acervo pode ajudar na desmistificação dos estereótipos de gênero?

  • Quais as melhores ações a serem implementadas, visando cumprir as questões anteriores?

 

Tendo estes 4 pontos em vista, o grupo objetiva então:

  1. Criar um documento norteador de ações e orientações de atendimento baseadas nas leis vigentes nos níveis municipal, estadual e federal;

  2. Compilar todas as ações e experiências promovidas pelas bibliotecas em todo o Brasil em um documento para publicação;

  3. Criar bibliografia básica de literatura LGBTQIA+ e Vocabulário Controlado especializado;

  4. Realizar relatórios anuais para consulta pública para entender a relação da comunidade com a biblioteca, especialmente a biblioteca pública;

  5. Promover palestras, cursos e ações voluntárias em conjunto as associações estaduais filiadas à FEBAB, escolas de biblioteconomia e ONGs.

 

Composição

Vicente Santos Gonçalves

Coordenador

Bachael em Biblioteconomia e Ciência da Informação pela FaBCI/FESPSP em 2017 e técnico multimídia, atualmente atua como consultor na Entre Estantes Consultoria, prestando serviço para empresas e bibliotecas. Além disto, é coordenador de Comunicação e Tecnologia no grupo Infoco na Biblio, tendo realizado o evento [RE]Pense em 2018 e 2019. É ativista da causa LGBTQIA+, voltado principalmente para Visibilidade Transmasculina e Pansexual.

Adonai Takeshi Ishimoto

Bibliotecário graduado pela FFCLRP/USP. Realizou um projeto de Iniciação Científica (IC) sobre Leitura em 2017, financiado pela FAPESP e outro projeto de IC sobre Representatividade LGBTQIA+ em bibliotecas, em 2018, financiado também pela FAPESP. O Trabalho de Conclusão de Curso, intitulado "Literatura LGBT em bibliotecas públicas: efeitos em (dis)curso" analisou a representatividade das identidades de gênero, por meio da Literatura, em espaços de duas bibliotecas públicas da região de Ribeirão Preto (SP). Possui capítulos de livros e artigos publicados sobre a temática. Atualmente trabalha como bibliotecário-coordenador de acervo, programação e produção da Biblioteca Sinhá Junqueira (RP/SP).

Carlos Wellington Soares Martins

Bacharel em Biblioteconomia pela UFMA em 2008, Doutor em Políticas Públicas pela UFMA em 2019, integra a Diretoria Integrada de Bibliotecas (DIB) da UFMA e atua como docente na Uemanet, organizou o livro "Do invisível ao visível: saberes e fazeres das questões LGBTQIA+ na Ciência da Informação" em 2019 e pesquisa políticas públicas para o livro e leitura, gênero, diversidade e sexualidade. Ativista e militante pela causa LGBTQIA+ em vários coletivos onde atua com formação política.

Eliana da Silva Rodrigues

Bibliotecária formada pela UFRGS. Pesquisa a temática de Bibliotecas Infanto-juvenis, tema do mestrado incompleto na Unirio, além de mediação e diversidade de gênero e inclusão social. Atualmente exerce suas atividades na Biblioteca Comunitária do Solar dos Meninos de Luz, ONG - Escola Integral no Complexo do Pavão Pavãozinho no Rio de Janeiro, trabalhando sempre a Biblioteconomia em conjunto com a Educação. Participação constante na militância LGBT, nas Paradas e nas reuniões de Pais de Gays e seus relacionamentos. Participação ativa na formação do grupo Famílias Homoafetivas.

Fernando Bittencourt dos Santos

Possui graduação em Biblioteconomia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas; Especialização em Informática em Saúde pela Universidade Federal de São Paulo; Mestrado em Ciência da Informação - Área de Concentração: Informação, Tecnologia e Conhecimento - pela Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" - UNESP/Campus de Marília-SP - na Linha de Pesquisa: Organização da Informação. Áreas de interesse: Comportamento informacional, Recuperação da Informação, Serviço de Referência e Informação, Documentação da pesquisa científica, Recursos e serviços de informação, Disseminação da informação, Perfil e atuação do profissional da informação, Meio ambiente e informação para o desenvolvimento sustentável, Metodologia da Pesquisa e Informação na área de saúde.

Marcus Aloisio

Bacharel em Biblioteconomia e Ciência da Informação pela FESPSP, defendendo a importância da arte em bibliotecas para o desenvolvimento do pensamento crítico com recorte na teoria QUEER. Atua como Auxiliar de documentação técnica no SENAC SP e faz parte do grupo: Cultura de paz, inclusão e diversidade, no qual auxilia na tomada de decisões para realização de eventos de conscientização. Assumiu a coordenação do grupo no final de 2018, assumindo a gestão de 2019. Além da atuação nos grupos formais, realizou projetos culturais de incentivo à leitura e conscientização social por meio de palestras, workshops e oficinas que coordenou e ministrou. Em parceria com o Museu da Diversidade Sexual incluiu a mostra Moda e diversidade no evento Casa aberta do SENAC SP, prorrogando-se para utilização em ações educativas com os alunos do curso de aprendizagem profissional. Trabalha voluntariamente para a ONG Amapô, voltada à promoção dos direitos humanos para a comunidade LGBTQIA+, com trabalho de curadoria e definição da identidade visual do material gráfico, bem como no Coletivo Revolta da lâmpada, que atua através do ativismo lutando pelo corpo livre. Faz parte do grupo InFoco na Biblio atuando no GT Profissão, Advocacy e Política, contribuindo com estratégias de inclusão nas bibliotecas e enfatizando a importância da arte.

 

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