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Políticas Públicas

Barco em um lago

A patrimonialização das culturas LGBTQIAs no Brasil: uma questão urgente

SILVA, Diego Barbosa da

Após constatarmos o silenciamento da diferença LGBTQIA nos discursos sobre a diferença durante a elaboração do Plano Nacional de Cultura (2010-2020) pelos governos do Partido dos Trabalhadores (PT), e após observarmos a ausência de outras diferenças para além da ancestralidade portuguesa cristã, branca e colonial nas políticas brasileiras de patrimonialização da cultura ao longo do século XX, sentimos a necessidade de refletir sobre a herança cultural LGBTQIA. O objetivo deste artigo é questionar as possibilidades de elaborar políticas públicas na área da patrimonialização para a população LGBTQIA a fim de preservar suas expressões e manifestações artísticas e culturais, reconhecendo, assim, o seu valor, ampliando a sua visibilidade e consequentemente produzir deslocamentos no sentido do que é ser LGBTQIA no Brasil atual.

Diversidade

Identidade e Papéis de Gênero

Barco em um lago

Informação e transgeneridade: o comportamento informacional de mulheres transgêneras e as percepções da identidade de gênero

PINTO, Elton Mártires

Os estudos de comportamento informacional em comunidades LGBT evidenciam que as práticas informacionais de pessoas transgêneras têm sido negligenciadas pelos serviços de informação. Devido às complexidades do processo de transição de gênero, pessoas transgêneras possuem necessidades de informação e expressam comportamentos de busca, acesso, uso e compartilhamento específicos. Neste contexto, esta dissertação teve como objeto de estudo a relação entre o comportamento informacional de mulheres transgêneras e as suas percepções sobre identidade de gênero. Do ponto de vista metodológico, trata-se de um estudo de abordagem qualitativa e de propósito descritivo. A investigação adota como recurso teórico-metodológico modelo conceitual derivado da literatura cuja finalidade é nortear a realização da pesquisa. A teoria embutida no modelo conceitual da pesquisa considera que, durante a gestação atribui-se um gênero, com base em características sociais. Em algum momento da vida, alguns indivíduos percebem que há disforia entre o gênero designado e a forma como se percebem. E em seguida, engajam-se em práticas informacionais que contribuem para as percepções da identidade de gênero. O universo da pesquisa foi constituído por mulheres em processo de transição de gênero. Foi utilizada como técnica de amostragem a “bola de neve”. Os dados foram coletados por meio de entrevistas semiestruturadas, guiadas por um roteiro específico, dividido por cinco conjuntos de questões. Em seguida, os dados foram transcritos e, posteriormente, submetidos à análise temática. Entre os resultados, foi possível perceber que as necessidades de informação e os comportamentos de busca, acesso, uso e disseminação estão associados a questões de saúde, construção cognitiva e física e à preocupação em ajudar pessoas que estão no início do processo de transição de gênero.

Diversidade

Identidade e Papéis de Gênero

Barco em um lago

Contribuições das teorias feministas e dos estudos de gênero para os debates sobre alfabetização midiática e informacional

TEBALDI, Raquel

Nas últimas décadas, reformas educacionais têm sido realizadas em diversos países com o objetivo de expandir o conceito de alfabetização de forma a responder aos desafios impostos pela mídia de massa e pelas novas tecnologias da informação e comunicação (TICs). Uma ampla gama de novos conceitos surgiu, portanto, para abarcar esta necessária revisão das práticas educativas. Dentre esses emerge o conceito de alfabetização midiática e informacional (AMI), cuja definição mais abrangente envolve o desenvolvimento das capacidades de acessar, analisar, avaliar e criar conteúdo através de diferentes tipos de mídia. Sua inclusão no currículo escolar e políticas públicas que garantam que todos tenham acesso a esse tipo de ensino fazem-se necessárias, pois o acesso diferenciado aos meios de comunicação e informação leva à expansão de oportunidades para os já privilegiados, considerando-se que determinados usos das TICs podem resultar em mais capital humano, financeiro, social e cultural, deixando aqueles que são marginalizados do processo de aprendizagem em desvantagem. Assim sendo, o presente trabalho objetiva apresentar o conceito de AMI enquanto política pública e enquanto prática educacional, problematizando-o através das abordagens crítica, feminista e de gênero. Conclui-se que as teorias feministas e os estudos de gênero representam importantes contribuições nesse debate, não podendo ser ignorados se os objetivos de tal política educacional visam à construção de uma democracia mais igualitária e participativa

Diversidade

Feminismo

Barco em um lago

Projeto Encontros Feministas

MENDES, Cíntia

O projeto Encontros Feministas objetiva que os participantes possam ampliar ou construir um novo significado para o termo feminismo de forma processual e com a contribuição coletiva de todos envolvidos no projeto. Encontros Feministas é desenvolvido com alunos de duas turmas de 8ºs anos e consiste em encontros mensais no espaço da biblioteca, durante os quais os alunos participam de atividades como leitura e escuta de textos ficcionais e não ficcionais, rodas de conversa, apreciação de vídeos, pesquisa em variados suportes, apresentações em grupo, dentre outros. Paralelamente, em sala de aula, ocorrem algumas atividades complementares como o recolhimento de relatos escritos sobre machismo para composição de um painel na biblioteca, criação de uma hashtag para divulgação destes depoimentos na fanpage Biblioteca Rubem Braga, entre outros. O projeto Encontros Feministas evidencia a relevância do tema para uma sociedade mais justa e reafirma a biblioteca como local de debates e construção de significados.

Diversidade

Feminismo

Barco em um lago

A biblioteca como mediadora nas questões sociais: o tráfico de mulheres no Mato Grosso do Sul. No que podemos colaborar?

TEIXEIRA, Lilian Aguilar;
SILVA, Gleibson José da;
MARQUES, Rogério Ferreira

A biblioteca deve propiciar sua expansão, buscando realizar o seu papel social, diante da globalização, algumas situações mundiais ficaram mais evidentes, um exemplo é o crime de tráfico de pessoas que submete os seres humanos a diversas formas de exploração, onde suas principais vítimas são mulheres e foi constatado que o Mato Grosso do Sul é o estado em terceiro lugar no Brasil em número de tráfico interno para fins de exploração sexual. A biblioteca pode colaborar sendo o meio de divulgação e local de aperfeiçoamento para a sociedade, buscando realizar atividades em conjunto com órgãos governamentais e com o Programa Escola de Conselhos da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, um projeto de extensão universitária desenvolvido pela UFMS que realiza formações continuadas na área de direitos humanos. Desse modo, busca-se a construção de uma sociedade com mais acesso a informação sobre a temática, rompendo com o modelo convencional da biblioteca fornecedora de informações físicas e buscando contribuir com um dos objetivos da Agenda 2030 de desenvolvimento sustentável, que é eliminar todas as formas de violência contra todas as mulheres e meninas nas esferas públicas e privadas, incluindo o tráfico e exploração sexual e de outros tipos.

Diversidade

Feminismo

Barco em um lago

Uma profissão feminina, mas não feminista? Representatividade de gênero na gestão dos Conselhos Regionais de Biblioteconomia no Brasil

MULLER, Luciana Kramer Pereira;
MARTINS, Carlos Wellington Soares

A presente pesquisa, de método qualitativo e que utilizou análise bibliográfica, documental e de conteúdo, analisa a representatividade de gênero na Biblioteconomia. Os dados analisados são oriundos dos Conselhos Regionais de Biblioteconomia (CRB). Observa que, dentre profissionais registrados no Brasil no mês de março (período de levantamento de dados), 82% são mulheres e 18%, homens. Verifica, ainda, que dentre os membros de CRB o percentual de mulheres cai para 75%, nas Diretorias para 70% e na Presidência do órgão para 50%, diferença discrepante diante da totalidade. Discute, à luz do referencial teórico e correlacionando com pesquisas anteriores sobre o mesmo tema as relações existentes na predominância de homens na atuação política, bem como a linguagem sexista que generaliza no masculino, independente da grande representatividade feminina. Conclui que o debate necessita de um maior espaço de discussão e que a pesquisa deve ser ampliada.

Diversidade

Identidade e Papéis de Gênero

Barco em um lago

Comportamento informacional de travestis multiplicadoras: a reconstrução da cidadania através da informação

NASCIMENTO, Marcela Aguiar da Silva;
MATA, Marta Leandro da

Em âmbito brasileiro, a identidade travesti foi estruturada em condições de vulnerabilidade, discriminação e assujeitamento. À vista disso, esta pesquisa tenciona analisar o comportamento informacional das travestis multiplicadoras da associação Grupo Orgulho, Liberdade e Dignidade (GOLD) nos processos de formação em gênero e sexualidade. Do ponto de vista metodológico, utilizou-se da abordagem qualitativa em complemento ao estudo de caráter exploratório. Como instrumento para obtenção de dados, empregou-se a entrevista semiestruturada guiada por um roteiro específico com três travestis multiplicadoras da organização. Os resultados demonstraram homogeneização no que diz respeito às necessidades de informação das participantes. A internet aparece como a fonte de informação mais utilizada para buscar informações. Todas as participantes encontram dificuldades no acesso às informações sobre identidade de gênero. A utilização das informações é efetivada a partir de seu compartilhamento por meio de palestras, oficinas e publicações nas redes sociais. Conclui-se que as travestis têm restituído, através do compartilhamento da informação, suas narrativas sob a ótica de construir roteiros antagônicos a quais, historicamente, esta população foi submetida.

Diversidade

Feminismo

Barco em um lago

A Folksonomia das hashtags como instrumento de militância contra o assédio sexual no Facebook: Avaliação da hashtag #mexeucomumamexeucomtodas

ROMEIRO, Nathália;
SILVA, Franciéle Carneiro Garcês da

Este artigo visa compreender como as hashtags auxiliam na discussão militante contra o assédio sexual na mídia social Facebook. Como objetivos específicos: (a) mapear a quantidade de postagens relacionadas à hashtag #mexeucomumamexeucomtodas desde a divulgação da denúncia no quadro #AgoraÉQueSãoElas, da Folha de São Paulo; (b) descrever o gatilho que desencadeou a popularização da hashtag; e, (c) categorizar as postagens recuperadas e; (d) discutir quanto à sua utilização das hashtags para a conscientização e debate contra o assédio sexual. No que tange à fundamentação teórica, este estudo apresenta a folksonomia e hashtags como meio de militância nas mídias sociais, em especial, no Facebook, além de discutir o assédio sexual e dominação patriarcal sob o olhar de Higa (2016), Bordieu (2012), Souza (2006), Narvaz (2005) e Saffioti (1988). Em relação à metodologia, trata-se de uma pesquisa de cunho exploratório e documental, realizada no período de março a maio de 2017. Enquanto resultados, foram encontradas 121 publicações utilizando a hashtag pesquisada. Das categorias atribuídas, as notícias foram as que mais causam interações com comentários nas postagens. As postagens que possuem imagens são as que mais causam engajamento no compartilhamento e curtidas por parte dos usuários do facebook. Enquanto considerações finais, destacamos a relevância desta discussão ara a Biblioteconomia e Ciência da Informação, bem como a importância de ampliar as pesquisas sobre a Folksonomia e a militância social através do uso de hashtags.

Diversidade

Identidade e Papéis de Gênero

Barco em um lago

Acesso à informação para construção da cidadania de mulheres transexuais e travestis: Resoluções do Nome Social como estratégia de inclusão

ZANELA, Maria

Apresenta-se neste artigo um exercício de intersecção entre a Biblioteconomia, a Antropologia e o Serviço Social, com o intuito de evidenciar um campo de possibilidades de análise, a partir da política social que dispõe sobre o direito ao uso do nome social por mulheres transexuais e travestis – matriculadas regularmente na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), objetivando compreender suas reais necessidades informacionais, com relação ao acesso à informação e a construção da cidadania. Esta pesquisa, além da revisão bibliográfica, priorizou o trabalho de campo e a observação participante. O resultado da pesquisa realizada evidencia as práticas de violências de gênero e suas implicações no contexto universitário.

Diversidade

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