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Mulheres negras

A mulher afro-antilhana de Porto Velho e a sua anterioridade na educação
Blackman, Cledenice
Esta tese tem como objetivo principal contribuir para uma revisão histórica, no sentido de desconstruir padrões estereotipados, reforçados em obras e escritos nacionais e regionais de/sobre Rondônia acerca da anterioridade da mulher afro-antilhana na educação portovelhense. A investigação foi orientada por cinco questões: (1) Como a mulher afro-antilhana foi apresentada e estigmatizada nas bibliografias, ainda que a memória local reconheça sua participação na identidade histórica educacional, mesmo de forma marginalizada? (2) Qual a primeira escola de Porto Velho? (3) Quem eram os principais responsáveis por tal iniciativa escolar no início do século XX? (4) Como funcionava a primeira escola informal localizada no Barbadian Town? (5) Quais mulheres afro-antilhanas e descendência marcaram presença e contribuíram no contexto educacional portovelhense? A pesquisa foi pautada na análise de fontes bibliográficas e documentais, guiada pelos Estudos Culturais, considerando-se os Estudos Culturais Britânicos, área relacionada historicamente aos estudos sobre a mulher. Tomando-se como referência a documentação, textos e escritos, apresentam-se os estereótipos construídos sobre a mulher imigrante afro-antilhana inglesa na historiografia da história e da educação, em obras nas quais esse grupo multicultural foi estudado e mencionado como mulheres barbadianas. Neste trabalho, utilizou-se a nomenclatura mulheres afro-antilhanas, enfocando-se a anterioridade da mulher imigrante das Antilhas Inglesas e sua descendência, estritamente as que partiram de Barbados e Granada no início do século XX para Porto Velho. Na construção do trajeto histórico dessas mulheres, considerou-se: a educação em Barbados nos fins do século XIX; as principais motivações para a imigração afro-antilhana inglesa ao Brasil, principalmente via Porto de Belém, sequencialmente, ao recôncavo de Manaus e, posteriormente, para Porto Velho; o surgimento do bairro Barbadian Town, que resistiu de 1910 até 1943, em Porto Velho, enfatizando a atividade educacional promovida pelas mulheres imigrantes das Antilhas Inglesas no início do século XX; a primeira escola informal bilíngue no início do século XX, em Porto Velho; as professoras afro-antilhanas inglesas que se destacaram no Barbadian Town. Foram identificadas 30 mulheres, moradoras do Barbadian Town, sendo duas professoras bilíngues, imigrantes das Antilhas Inglesas. Realizou-se um mapeamento da anterioridade das mulheres imigrantes das Antilhas Inglesas e as de sua descendência que atuam na educação. Foram analisados documentos de cinco professoras descendentes, o que tornou possível a compreensão sobre a antecedência e a contribuição da mulher afro-antilhana no âmbito da educação no município de Porto Velho, por meio da sua história docente. Os resultados destacam a anterioridade e a contribuição identitária da atuação precursora da mulher afro-antilhana inglesa em Porto Velho, no contexto da educação, proporcionando a desconstrução dos estereótipos constantes nas obras nacionais e regionais.
Étnico
bibliotecas, bibliotecários, arquivistas

Competência informacional para uma formação bibliotecária antirracista
Erinaldo Dias Valério;
Arthur Ferreira Campos
Relata uma pesquisa em andamento que analisa as competências informacionais dos (as) estudantes de Biblioteconomia do Brasil no campo das relações raciais. Argumenta a importância de bibliotecários (as) estarem munidos de informações que contribuam para uma elaboração de serviços e produtos informacionais de combate ao racismo no ambiente profissional e na sociedade.Determina, em seu percurso metodológico, um estudo descritivo ao passo que discorre a característica de uso da informação dos (as) estudantes de Biblioteconomia; e explicativo na medida que sugere explicações sobre os fatores que os (as) levam a serem ou não competentes em informação antirracista. Delimita o desmembramento metodológico em três momentos: no primeiro, a pesquisa bibliográfica para fundamentar o referencial teórico; no segundo, a investigação documental que contempla analisar o Projeto Pedagógico do Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal da Paraíba, visando identificar as disciplinas que abordam, em suas ementas, a discussão sobre temática racial – população negra; no terceiro, o estudo de caso com a finalidade de decifrar os fenômenos investigados, aplicando questionários eletrônicos aos (as) estudantes da referida instituição. Finaliza, a partir dos resultados, que o citado Projeto Pedagógico do Curso não contempla disciplinas que discutam sobre a população negra, podendo interferir na formação antirracista. Comprova, por meio dos questionários, que os (as) discentes demonstram interesse na temática racial, sendo papel da gestão do curso prover disciplinas que abordem esses assuntos. Conclui ainda que alguns (mas) discentes conhecem as fontes de informação e são capazes até mesmo de sugerir materiais informacionais sobre a população negra para outros sujeitos.
Competência Informação
Identidade e Papéis de Gênero

Violência contra travestis e transexuais: a mediação da informação no espaço LGBT
CORTES, Gisele Rocha;
SILVA, Laelson Felipe da;
SILVA, Leyde Klebia Rodrigues da
O objetivo deste trabalho é articular a mediação da informação com os estudos de gênero, especialmente no que tange à LGBTfobia, com foco no processo informacional do Centro Estadual de Referência de Direitos LGBT e Combate à Homofobia da Paraíba, conhecido como Espaço LGBT, mediante a descrição e a disseminação dos dados de atendimento a travestis e transexuais. A pesquisa caracteriza-se como descritiva e de natureza quantitativa, e fez uso de fontes documentais, sendo estas, as fichas de atendimento das(os) travestis e transexuais atendidas(os) no Espaço LGBT no período de 2011 a 2014. Serviu-se da estatística descritiva, como instrumento de análise dos dados. Foi possível observar aspectos da LGBTfobia que se estendem além da conjuntura regional e cujo enfrentamento está ligado, dentre outros aspectos, à disseminação de informações precisas e confiáveis. Entende-se que o acesso e uso dos dados quantitativos têm o potencial de ressignificar as relações de subalternidade que envolvem travestis e transexuais. Neste processo, considera-se que a figura do/a profissional da informação deve ser evocado/a como mediador/a da informação já que busca refletir como a disseminação, organização e acesso à informação podem contribuir para o respeito aos direitos humanos.
Diversidade

