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Espaço destinado a divulgação de textos e outros materiais, em meio digital

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Acessibilidade Comunicacional

A formação de professores e a capacitação de bibliotecários com limitação visual por meio da EAD em ambiente virtual de aprendizagem
Lizandra Brasil ESTABEL;
Eliane Lourdes da Silva MORO;
Lucila Maria Costi SANTAROSA
Esta pesquisa aborda o uso e a apropriação das Tecnologias de Informação e de Comunicação (TICs) pelas Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais (PNEEs) com limitação visual e os processos de interação e de aprendizagem por esses sujeitos em um ambiente virtual de aprendizagem (AVA). O cenário desta pesquisa é o AVA TelEduc e as suas ferramentas, bem como as ferramentas de comunicação e de interação externas ao ambiente, como o MsChat e o Skype. Fazem parte deste processo quatro sujeitos com limitação visual (SB, AL, NO e AM), professores e bibliotecários dos cursos PROINESP, da Secretaria de Educação Especial do Ministério da Educação (SEESP/MEC), em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), por meio do Núcleo de Informática na Educação Especial (NIEE) e do BIBLIOTEC II, Curso de Extensão em Bibliotecas Escolares e Acessibilidade, do Departamento de Ciências da Informação da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação (DCI/FABICO), da UFRGS. O problema de pesquisa pretende verificar como ocorre, na formação a distância em Ambientes Virtuais de Aprendizagem, o processo de apropriação e de interação, no uso das Tecnologias de Informação e de Comunicação, de professores e de bibliotecários com limitação visual. Dentre os objetivos, destacam-se os de propiciar a formação e a qualificação a distância de professores e bibliotecários com limitação visual, por meio de AVA e avaliar os processos de apropriação, de interação e a inclusão social, digital e profissional. A epistemologia vygotskyana foi a base desta pesquisa e a linha mestra do processo pedagógico. A partir das análises realizadas dos processos de apropriação e de interação dos sujeitos desta pesquisa, pode-se concluir que SB, AL, NO e AM conseguiram apropriar-se das ferramentas e serem mediadores deste processo de apropriação pelos seus alunos e interagiram entre eles (sujeitos), com os colegas, com os formadores e com os alunos por meio do uso das ferramentas, sendo incluídos em um ambiente virtual de aprendizagem.
Acessibilidade
Acessibilidade Comunicacional

Informação e conhecimento acessíveis aos deficientes visuais nas bibliotecas universitárias
Janaina Fialho;
Daiane de Oliveira Silva
As bibliotecas universitárias precisam ser acessíveis, para que possam atender às necessidades informacionais diversas do público que as procura, tais como os deficientes visuais. Elas fazem parte do processo de desenvolvimento acadêmico do estudante com deficiência visual, cumprindo sua função primordial de apoiarem as pesquisas e promoverem o acesso à informação. Para que isso ocorra, deve haver uma preocupação, por parte das universidades, com a adaptação e estrutura voltada para atender esse tipo de usuário. O bibliotecário é responsável por intermediar o acesso à informação, permitindo que os deficientes visuais possam usufruir desse acesso. Com base na experiência da Biblioteca Braille José Álvarez de Azevedo em Goiânia e na literatura sobre o assunto, foram feitas algumas sugestões de equipamentos e softwares direcionados para os deficientes visuais em bibliotecas universitárias. Conclui-se que softwares e equipamentos são instrumentos importantes para o deficiente visual ter acesso à informação, bem como o preparo dos profissionais para atendê-lo. Com bons recursos disponíveis gratuitamente no mercado, as bibliotecas universitárias podem equipar seus espaços de apoio ao deficiente visual, inclusive o acesso à Internet.
Acessibilidade
Acessibilidade Comunicacional

Um estudo sobre a formação de tradutores e intérpretes de línguas de sinais
Juliana Guimarães Faria;
Anabel Galán-Mañas
De acordo com o censo brasileiro de 2010, 5,1% da população possui algum tipo de deficiência auditiva. Ainda, dados de 2016 mostram que apenas 0,08% dos matriculados no ensino superior são surdos, surdo-cegos ou deficientes auditivos. A nova Lei de Cotas n. 13.409/2016, aprovada pelo governo brasileiro, a qual reserva vagas para pessoas com deficiência nas instituições públicas de educação superior, é uma medida de política afirmativa que visa incluir os surdos socialmente, sobretudo na educação superior. Como consequência, existe uma demanda crescente de novos postos de trabalho para tradutores e intérpretes de língua de sinais. Dada a complexidade das funções estabelecidas na Lei 12.319/2010 e a exigência de profissionais qualificados, justificam-se estudos sobre a formação de tradutores e intérpretes de língua de sinais no Brasil. O objetivo deste artigo é apresentar um estudo exploratório que visa traçar uma comparação entre proposta de formação de tradutores e intérpretes de língua de sinais e línguas orais. A metodologia do estudo possui uma abordagem qualitativa. Analisam-se dois cursos: um curso que forma profissionais de línguas orais e outro curso que forma profissionais de língua de sinais, da Universidade Autônoma de Barcelona, na Espanha, e Universidade Federal de Goiás, no Brasil, respectivamente. Os elementos analisados são: objetivos de formação, perfil do egresso e disciplinas do curso no que se refere a temas abordados e tipo de formação (estudo de língua, prático-operativo ou teórico-conceitual). Os resultados demonstram que a proposta do curso de formação de tradutores e intérpretes de línguas de sinais ofertado na UFG possui um viés mais teórico e conceitual se comparado à proposta de formação de tradutores e intérpretes de línguas orais ofertado na UAB, o qual possui um viés mais prático, baseado na formação por competências.
Acessibilidade
Acessibilidade Comunicacional

Políticas de educação bilíngue para estudantes surdos: contribuições ao letramento acadêmico no ensino superior
Sueli Fernandes;
Laura Ceretta Moreira
O ingresso progressivo de estudantes surdos ao ensino superior, na última década, demandou mudanças institucionais importantes quanto ao direito à educação bilíngue, ou seja, oportunizar acesso e produção de conhecimento em Língua Brasileira de Sinais (Libras) e em Língua Portuguesa na modalidade escrita. Nesse sentido, este artigo tem como objetivo discutir o processo de educação bilíngue de estudantes surdos no ensino superior, apresentando ações desenvolvidas no âmbito da Universidade Federal do Paraná (UFPR), com destaque às contribuições trazidas ao processo de letramento acadêmico bilíngue nos cursos de graduação e pós-graduação. Entendemos que a centralidade, atribuída à figura do tradutor intérprete de Libras e ao atendimento educacional especializado na política nacional de educação inclusiva, não responde às necessidades dos estudantes surdos adultos trabalhadores que chegam ao ensino superior, com dificuldades na leitura e escrita do português e experiências pouco significativas em língua de sinais. Como resultados positivos, apontamos as contribuições ao letramento acadêmico bilíngue de estudantes surdos, o desenvolvimento de metodologia específica para elaboração de materiais bilíngues - em diferentes gêneros textuais - e a ampliação dos referenciais de atuação do tradutor-intérprete no processo de inclusão. O processo inclusivo se constitui na interação dialógica, entre pesquisadores e profissionais especializados, com centralidade ao protagonismo dos estudantes surdos, sujeitos da política educacional, no planejamento de ações e decisões que envolvem seu acesso e permanência na UFPR.
Acessibilidade
Acessibilidade informacional

Acessibilidade e inclusão informacional
Hamilton Rodrigues Tabosa;
Mônica Sena de Souza;
Maria de Fátima Oliveira Costa e Fátima Maria Alencar Araripe
Introdução: Aborda a atuação do profissional da informação no atendimento das demandas informacionais de pessoas com deficiência na sociedade da informação. O bibliotecário é de fundamental importância para a efetivação e sucesso na inclusão informacional das pessoas com deficiência, considerando-se, ainda, a permanente educação continuada para sua qualificação profissional. Objetivo: Refletir sobre a atuação do bibliotecário no atendimento aos usuários com deficiência, ressaltando as necessidades de melhoria em unidades de informação, identificadas na literatura científica, no que diz respeito à acessibilidade. Metodologia: Realizou-se uma pesquisa bibliográfica, com base na revisão de literatura em livros e artigos científicos, destacando como principais autores: Almeida (2000), Mazzoni (2001) e Sassaki (1997, 2002, 2005). Resultados: A falta de acesso informacional por parte das pessoas com deficiência dificulta a sua participação social e política, consequentemente, reduz a sua condição de cidadania. Conclusões: Ao bibliotecário cabe procurar educação continuada, um maior envolvimento nos eventos da área e a procura constante por capacitação profissional, o que refletirá sobre o melhor atendimento das necessidades de informação dos usuários com deficiências.
Acessibilidade
Acessibilidade Arquitetônica

Acessibilidade arquitetônica e instrumental para o acesso informacional: estudo de caso da biblioteca do Instituto Federal do Rio de Janeiro - Campus Paracambi–RJ
Cládice Nóbile DINIZ;
Marcele do Nascimento Silva TAMASHIRO;
Marcos Pastana SANTOS e Valéria de Almeida PERES,
Estuda a acessibilidade da biblioteca escolar do Instituto Federal do Rio de Janeiro Campus Paracambi–RJ e de seu entorno quanto a barreiras arquitetônicas e urbanísticas, com objetivo de investigar as condições de locomoção de usuários com deficiência com comprometimento de mobilidade, em prol de seus acessos informacionais, buscando evidenciar alguns elementos importantes a serem considerados nas adaptações para prover a acessibilidade às bibliotecas escolares. A metodologia adotada foi a de estudo de caso descritivo da situação da biblioteca entre janeiro e março de 2017, considerada na ótica dos ditames da Lei n°. 13146/2013 e da norma técnica brasileira NBR 9050:2015, a partir de dados coletados em pesquisa de campo, tratados qualitativamente da ótica de nove indicadores de ocorrência de barreiras. Estes foram desenvolvidos com base em pesquisas documentais e bibliográficas. Verificou-se que há preocupação dos gestores com o atendimento às exigências da acessibilidade, com a instalação de elevadores e a sinalização de vagas acessíveis no estacionamento, havendo ainda barreiras a serem resolvidas. Concluiu-se que o método permite aos administradores da instituição estabelecer critérios de prioridades para mudanças em prol da acessibilidade, na busca de soluções destinadas à eliminação, à redução ou à superação de barreiras.
Acessibilidade
Acessibilidade Mobiliário e Equipamentos

Avaliação do mobiliário urbano com ênfase na acessibilidade
Viviane Gaspar Ribas El Marghani;
Raffaela Leane Zenni Tanure ;
Fernanda Cândido Figueiredo Monteiro
Todo o equipamento que compõe o cenário urbano deve ser concebido de forma a atender satisfatoriamente as necessidades do amplo e variado universo de pessoas correspondentes a população usuária. Assim, este estudo tem por objetivo apresentar conceitos e o procedimento de avaliação acerca o mobiliário urbano, enfocando a acessibilidade.
Acessibilidade
Acessibilidade Instrumental

O Trabalhador com deficiência na organização: um estudo sobre o treinamento e desenvolvimento e a adequação das condições de trabalho
Andréia Maria de Carvalho Maia;
Maria Nivalda de Carvalho-Freitas
Mesmo apoiados por leis que medeiam a inclusão da diversidade, ainda é difícil o acesso de pessoas com deficiência ao mercado de trabalho, o que muitas vezes é justificado pela baixa qualificação profissional delas ou dificultado pelas práticas adotadas pelas empresas. A pesquisa investigou as pessoas com deficiência, os profissionais de recursos humanos e os profissionais de segurança no trabalho de duas empresas para avaliar como é realizada a inserção das pessoas com deficiência dentro das organizações mediante o treinamento e desenvolvimento e sua adaptação ao ambiente de trabalho, considerando que já se passaram 23 anos da aprovação da Lei de Cotas no Brasil. Os resultados demonstram que a Lei de Cotas e o tipo de deficiência ainda influenciam no processo de contratação. Os programas de treinamento e desenvolvimento adotados não utilizam estratégias metodológicas ou tecnologias assistivas para garantir igualdade de oportunidades para as pessoas com deficiência. São realizados preferencialmente treinamentos on-the-job. Nem todos os respondentes reconhecem a qualificação profissional como fundamental no momento da contratação, principalmente porque a contratação de pessoas com deficiência é eminentemente para funções operacionais. Por outro lado, grande parte das pessoas com deficiência se sente satisfeita e valorizada no seu trabalho. As adaptações no ambiente e o uso de tecnologias assistivas foram reconhecidos como importantes para o desempenho desse grupo.
Acessibilidade
Acessibilidade Instrumental

TELEGRAM: contribuição na indicação de tecnologia assistiva para indivíduos com deficiência auditiva
Regina Tangerino de Souza Jacob;
et al.
Objetivo: O objetivo do estudo foi traduzir e adaptar culturalmente para a Língua Portuguesa Brasileira o instrumento TELEGRAM e avaliar sua aplicabilidade em adultos com deficiência auditiva usuários de Aparelho de Amplificação Sonora Individual. Método: Foram realizadas a tradução do TELEGRAM para o idioma Português, a revisão das equivalências gramatical e idiomática (traduções reversas) e as adaptações linguística e cultural. Após a tradução, o TELEGRAM foi aplicado em 20 indivíduos adultos com deficiência auditiva. Resultados: Foi realizada análise descritiva dos resultados. Após a equivalência gramatical e idiomática foi sugerida substituição de um termo/item, tendo sido o mesmo modificado e compatibilizado ao contexto brasileiro. De modo geral, as perguntas do questionário foram consideradas de fácil entendimento. Dentre as categorias avaliadas, os indivíduos com deficiência auditiva apresentaram maior dificuldade quanto ao uso do telefone e em atividades como participar de eventos em igrejas, festas, ou seja, em situações de ruído, distância e reverberação. Conclusão: O TELEGRAM traduzido para a Língua Portuguesa Brasileira mostrou ser uma ferramenta de fácil aplicação na população estudada e efetivo para avaliar quais são as principais situações em que indivíduos com deficiência auditiva apresentam maior dificuldade de comunicação, reforçando a importância da reabilitação auditiva e das tecnologias assistivas para minimizar essas dificuldades.
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