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*políticas, estratégias

Barco em um lago

MANIFESTO POLÍTICO SOBRE COMPETÊNCIA EM INFORMAÇÃO - 2022 BIBLIOTECÁRIO - PROFISSIONAL LUZ

Grupo de Trabalho de Competência em Informação (GT - CoInfo);
Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas de Informação e Instituições (FEBAB)

O “Manifesto Político sobre Competência em Informação (CoInfo) - 2022 – Bibliotecário: Profissional Luz” é resultado dos debates que ocorreram no “I Fórum de Debate sobre Competência em Informação”, no dia 27 setembro de 2022, no âmbito do 29º CBBD (2022). Trata do papel social, educacional e mediador das pessoas bibliotecárias e das unidades de informação no combate às fake news e à desinformação a partir de 2 eixos: 1) Perfil de atuação da pessoa bibliotecária com base na Competência em Informação (CoInfo) e na Agenda 2030 e 2) Parcerias, serviços e produtos ofertados pela pessoa bibliotecária com base na Competência em Informação (CoInfo) e na Agenda 2030. O evento foi organizado pelo Grupo de Trabalho de Competência em Informação (GT - CoInfo) da Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas de Informação e Instituições (FEBAB).

Competência Informação

bibliotecas, bibliotecários, arquivistas

Barco em um lago

A função educadora do bibliotecário na perspectiva da mediação da informação no âmbito da biblioteca escolar

Marta Leandro da Mata;
Camila Araújo dos Santos;
Cíntia Gomes Pacheco

O objetivo deste trabalho consistiu em analisar a função educadora do bibliotecário sob a perspectiva dialógica entre mediação da informação e competência em informação na Rede de Bibliotecas Escolares da Prefeitura de Vila Velha - Espírito Santo. Como objetivos específicos procurou-se verificar a importância da formação continuada do bibliotecário escolar; identificar suas percepções sobre a parceria entre bibliotecários, auxiliares de biblioteca e professores; especificar aspectos referentes à atuação do bibliotecário escolar e suas correlações com a mediação da informação e com a competência em informação; e verificar enfoques com a Base Nacional Comum Curricular. Tratou-se de uma pesquisa exploratória com abordagem qualitativa. Realizou-se um encontro formativo oferecido e gravado via Google Meet para 61 sujeitos que atuam como bibliotecários efetivos e em regime de contrato temporário e auxiliares de biblioteca, a coordenadora da Rede, a palestrante, a coordenadora do projeto e uma convidada externa. Esse encontro foi promovido no âmbito do projeto em andamento intitulado “A biblioteca escolar e a competência em informação: um programa de atividades voltadas para o ensino fundamental e para a Educação de Jovens e Adultos” cadastrado na Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade Federal do Espírito Santo. Para a coleta de dados, foram utilizadas as informações levantadas durante o encontro formativo, em que se transcreveu os diálogos ocorridos entre palestrante e participantes e dos relatos via chat. Para análise e apresentação dos resultados, utilizou-se a análise de conteúdo, especificamente, a análise categorial. Como resultados, foi possível perceber a visão dos bibliotecários quanto a sua postura educativa, os aspectos acerca do trabalho coletivo entre bibliotecários, auxiliares de biblioteca e professores e os elementos referentes às competências da Base Nacional Comum Curricular que estão envolvidos com os processos de mediação da informação e competência em informação. Considera-se que o encontro foi positivo na formação dos participantes, pois agregou e aprimorou os conhecimentos acerca da mediação da informação e da competência em informação no âmbito da biblioteca escolar. Ressalta-se que o bibliotecário escolar sob a égide da mediação da informação e da competência em informação é o profissional orgânico que possui uma postura proativa, crítica e política que compreende seu entorno e busca estabelecer parcerias intra e extra institucionais a fim de ressaltar o potencial transformador da biblioteca na comunidade que está inserida.

Competência Informação

questões terminológicas

Barco em um lago

O que há num nome? information literacy e a Coinfo

Alessandra Santos;
Luiz Maia

A terminologia information literacy possui falta de consenso em sua definição conceitual, tanto no cerne da palavra original de origem anglo-saxã, quanto em sua tradução para a língua portuguesa no Brasil. Dessa forma, buscou-se analisar o termo inicialmente pelo desmembramento de seus componentes, para uma melhor compreensão das implicações relacionadas à expressão information literacy. Em seguida, foram analisadas também as implicações de suas traduções no português brasileiro. O artigo é uma pesquisa exploratória qualitativa e se trata de revisão de literatura, realizada na Base de Dados Referenciais de Artigos de Periódicos em Ciência da Informação (Brapci), na Scientific Electronic Library Online (SciELO) e na Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD), tendo em vista o período de 1974 a 2021. A partir da análise, é possível compreender information literacy como uma prática de informação situada e socialmente constituída que abarca a fluência, o acesso, a avaliação, o uso crítico e ético e a compreensão de processos informacionais que envolvam práticas informacionais em um contexto amplo. Acerca da tradução, os resultados da busca demonstraram em uma maior frequência de ocorrência do termo “competência em informação”, o que ressalta um movimento de consolidação dessa terminologia. São enfatizados também os esforços de consolidação da temática, inclusive por meio do Seminário de Competência em Informação (CoInfo).

Competência Informação

padrões, modelos, programas, práticas, critérios, abordagens

Barco em um lago

Tendências em competência em informação em bibliotecas universitárias: revisão a partir da base Library Information Science Abstracts

Maria Elisa Valentim Pickler Nicolino;
Helen de Castro Silva casarin

A Biblioteca Universitária tem a função de subsidiar o ensino, a pesquisa e a extensão, fornecendo acesso à informação para produção de conhecimento, mas fornecer acesso não basta: é necessário um trabalho educativo para auxiliar os usuários no processo de acesso e apropriação da informação. A Biblioteca Universitária, cumprindo seu papel educativo, deve contribuir para que seus usuários desenvolvam competência em informação. A competência em informação é essencial para um indivíduo ser capaz de identificar uma necessidade de informação, saber como e onde buscar, selecionar, acessar e utilizar a informação obtida de modo eficiente e eficaz, favorecendo o aprendizado e o pensamento crítico em todo o processo. A pesquisa realizada consistiu em uma revisão literatura dos últimos três anos (2018-2020) de artigos indexados na base de dados Library Information Science Abstracts - LISA, com o objetivo de identificar tendências e inovações em ações e programas de Competência em Informação para usuários de Bibliotecas Universitárias. Foram recuperados 57 artigos, dos quais 6 foram excluídos e 51 analisados e organizados por categoria de assuntos em um quadro para identificar os temas abordados. Analisando os assuntos identificados e sistematizados foi possível evidenciar que temas como ensino-aprendizagem, inclusão, tecnologias digitais, marketing, aspectos pedagógicos, além da preocupação com o sucesso acadêmico dos alunos são recorrentes e, assim, considerados como tendências em bibliotecas universitárias no que concerne a programas e ações de competência em informação.

Competência Informação

Biblioteconomia Negra

Barco em um lago

Justiça social e população negra: um olhar teórico-crítico para Competência em Informação

Silva, Franciéle Carneiro Garcês da ;
Garcez, Dirnele Carneiro ;
Fevrier, Priscila Rufino; Alves Ana Paula Meneses

Quais os enfoques na produção científica do campo biblioteconômico-informacional vinculam a competência em informação e a justiça social para população negra? Esta é a problemática que este artigo visa responder, e para o qual o objetivo geral está em refletir sobre a justiça social e a população negra, sob a lente teórica da Competência em Informação. Trata-se de um estudo teórico, de cunho bibliográfico e documental, que possui como base artigos, livros, capítulos de livros e outros recursos informacionais coletados na literatura científica em Biblioteconomia e Ciência da Informação (BCI). A reflexão teórica está estruturada pela discussão sobre competência em informação para uma ação social, promoveu uma cartografia das discussões sobre capitalismo, globalização e capitalismo racial enquanto instrumentos de injustiça às pessoas negras e outras não-brancas, e, por fim, trouxe quatro estratégias que compõem a teoria da justiça social para pessoas negras, a partir do olhar para competência em informação. Referência: SILVA, Franciéle Carneiro Garcês da; GARCEZ, Dirnéle Carneiro; FEVRIER, Priscila Rufino; ALVES, Ana Paula Meneses. Justiça social e população negra: um olhar teórico-crítico para Competência em Informação. Perspectivas em Ciência da Informação, v.27, n. 2, p. 129-162, abr/jun 2022.

Étnico

Branquitude

Barco em um lago

A branquitude acadêmica, a invisibilização da produção científica negra, a autoproteção branca, o pesquisador branco e o objetivo-fim

Cardoso, Lourenço Conceição

Neste artigo tratarei da invisibilização da produção científica negra promovida pelos brancos acadêmicos. Darei ênfase ao pioneirismo do Guerreiro Ramos para se pensar a identidade racial branca no mundo, abordarei a importância de Maria Aparecida da Silva Bento a respeito do tema branquitude no Brasil. Além disso, descreverei o papel do movimento negro como escola informal e a prática do branco se proteger quando entra em disputa com o negro. Por fim, questionarei o papel do branco pesquisador que procura buscar sua paz quando a realidade social o incomoda. Isto é, o fato do branco, investigador da branquitude, se encontrar no lugar de opressor e de explorador racial pode levá-lo a apresentar rapidamente uma solução para problema. Ou talvez seja uma saída ligeira para o seu próprio desconforto. A minha análise também levará em conta uma autorreflexão, a minha educação “informal”, ou seja, o conhecimento que adquiri com os meus encontros com alguns personagens do movimento negro. Referência: CARDOSO, Lourenço. A branquitude acadêmica, a invisibilização da produção científica negra, a autoproteção branca, o pesquisador branco e o objetivo-fim. Educação, Santa Maria, v. 47, n. 1, p. 1–24, 2022

Étnico

Decolonialidades

Barco em um lago

A práxis da cosmovisão africana no ensino de matemática

Forde, Gustavo Henrique Araújo

O artigo visa problematizar os processos de subjetivação e modelos cognitivos próprios da cultura colonial-ocidental e imbricado nas práxis do ensino de matemática. Dialogando com alguns aportes da forma cultural ocidental e da forma cultural africana, objetiva estabelecer uma crítica epistemológica ao ensino de matemática a partir de pressupostos que emergem da cosmovisão africana. Contextualizando a forma de matematizar africana originada no antigo Egito e a notória negação da africanização da civilização egípicia na história da matemática, o artigo resulta de dados produzidos em pesquisa histórica e examina os enunciados presentes em falas de professores de matemática acerca das práticas curriculares no ensino de matemática, indicando possibilidades de africanizar esse ensino de maneira a (re)integrar a matemática ao contexto cultural, incentivando o desenvolvimento de outras práxis que se (re)aproximam afetos, desejos e paixões cotidianas que a razão grega nos distanciou. O trabalho conclui apontando para a necessidade de o ensino de matemática valorizar a abordagem empírica (re)aproximando-o da racionalidade matemática que antecedeu a ascensão da razão grega, num movimento epistemológico de africanização, de descolonização cultural e ruptura eurocêntrica. Referência: FORDE, Gustavo Henrique Araújo. A práxis da cosmovisão africana no ensino de matemática. Educação &Tecnologia, Belo Horizonte, v. 20, n. 1, p. 23-35, jan./abr. 2015.

Étnico

Branquitude

Barco em um lago

Branquitude e suas Expressões na Carreira de Magistério Superior.

Nunes, Adelina Malvina Barbosa ;
Diniz, Margareth

Este artigo tem como objetivo ampliar discussão dos resultados de pesquisa de mestrado em Educação acerca dos reflexos da branquitude no ensino superior brasileiro, a partir de dois aspectos centrais: “a expressão da branquitude na carreira de magistério superior” e o “privilégio branco”. Por meio de um referencial teórico que discute o racismos institucional na educação à luz dos estudos críticos da branquitude brasileira e estadunidense, buscamos identificar no processo da integração racial da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) de 1969 (ano de fundação da instituição) até 2019, localizando, na sub-representação de não brancos, a expressão da branquitude na instituição, assim como no processo de implantação da Lei nº12.711/14, que institui a Reserva de Vagas para Negros/as (RVN) no funcionalismo público federal. A discussão abre caminho para análise de aspectos da racialização da subjetividade e do “privilégio de raça”, que foram analisados a partir de trechos de entrevista realizada com uma docente efetiva há 20 anos instituição. Os resultados encontrados reiteram a complexidade do tema e podem se tornar ainda mais densos quando incluídos em espaços de decisão. Isso demonstra que a compreensão objetiva das desigualdades raciais na universidade precisa de instrumentos objetivos de compreensão do seu efeito, mas estes devem caminhar juntos, com diálogo amplo e transparente, junto aos docentes, favorecendo a “autoconsciência racial” e, logo, potencializando transformações institucionais. Referência: NUNES, A. M. B.; DINIZ , M. Branquitude e suas Expressões na Carreira de Magistério Superior. Abatirá - Revista de Ciências Humanas e Linguagens, v. 2, n. 4, p. 567 - 589, 15 dez. 2021.

Étnico

mídia, tecnologias

Barco em um lago

Alfabetização midiática e informacional: diretrizes para a formulação de políticas e estratégias

Alton Grizzle;
UNESCO

A alfabetização midiática e informacional (AMI) apresenta as competências, as habilidades e as atitudes fundamentais relacionadas à compreensão das funções das mídias e de outros provedores de informação. A AMI é necessária para que as pessoas não tenham um posicionamento passivo diante do cenário sobrecarregado de informações falsas e desinformação. Busca despertar, por meio de ações educativas, o desenvolvimento do uso crítico e responsável da informação em um ambiente coletivo e plural, de maneira que as pessoas possam viver crítica, democrática e pacificamente.

Competência Informação

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