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Acessibilidade Comunicacional

Barco em um lago

Políticas de educação bilíngue para estudantes surdos: contribuições ao letramento acadêmico no ensino superior

Sueli Fernandes;
Laura Ceretta Moreira

O ingresso progressivo de estudantes surdos ao ensino superior, na última década, demandou mudanças institucionais importantes quanto ao direito à educação bilíngue, ou seja, oportunizar acesso e produção de conhecimento em Língua Brasileira de Sinais (Libras) e em Língua Portuguesa na modalidade escrita. Nesse sentido, este artigo tem como objetivo discutir o processo de educação bilíngue de estudantes surdos no ensino superior, apresentando ações desenvolvidas no âmbito da Universidade Federal do Paraná (UFPR), com destaque às contribuições trazidas ao processo de letramento acadêmico bilíngue nos cursos de graduação e pós-graduação. Entendemos que a centralidade, atribuída à figura do tradutor intérprete de Libras e ao atendimento educacional especializado na política nacional de educação inclusiva, não responde às necessidades dos estudantes surdos adultos trabalhadores que chegam ao ensino superior, com dificuldades na leitura e escrita do português e experiências pouco significativas em língua de sinais. Como resultados positivos, apontamos as contribuições ao letramento acadêmico bilíngue de estudantes surdos, o desenvolvimento de metodologia específica para elaboração de materiais bilíngues - em diferentes gêneros textuais - e a ampliação dos referenciais de atuação do tradutor-intérprete no processo de inclusão. O processo inclusivo se constitui na interação dialógica, entre pesquisadores e profissionais especializados, com centralidade ao protagonismo dos estudantes surdos, sujeitos da política educacional, no planejamento de ações e decisões que envolvem seu acesso e permanência na UFPR.

Inclusivas

Acessibilidade Arquitetônica

Barco em um lago

Aspectos que interferem na construção da acessibilidade em bibliotecas universitárias

MAZZONI, Alberto Angel ;
TORRES, Elisabeth Fátima ;
OLIVEIRA, Rubia de; ELY, Vera Helena Moro Bins ; ALVES, João Bosco da Mota

Apresenta-se a evolução do conceito da acessibilidade, inicialmente associado apenas ao projeto livre de barreiras, para o que é hoje conhecido como desenho para todos, envolvendo aspectos tanto do mundo físico como do mundo digital. Discute-se a importância de as bibliotecas universitárias adotarem critérios de acessibilidade, contribuindo para isso o espaço digital. A partir do estudo de caso feito em uma universidade federal brasileira específica, focado nos aspectos de acesso à informação e comunicação e aspectos atitudinais, são elaboradas propostas de melhorias para as condições de acessibilidade em bibliotecas universitárias.

Inclusivas

Acessibilidade informacional

Barco em um lago

Acessibilidade e inclusão informacional

Hamilton Rodrigues Tabosa;
Mônica Sena de Souza;
Maria de Fátima Oliveira Costa e Fátima Maria Alencar Araripe

Introdução: Aborda a atuação do profissional da informação no atendimento das demandas informacionais de pessoas com deficiência na sociedade da informação. O bibliotecário é de fundamental importância para a efetivação e sucesso na inclusão informacional das pessoas com deficiência, considerando-se, ainda, a permanente educação continuada para sua qualificação profissional. Objetivo: Refletir sobre a atuação do bibliotecário no atendimento aos usuários com deficiência, ressaltando as necessidades de melhoria em unidades de informação, identificadas na literatura científica, no que diz respeito à acessibilidade. Metodologia: Realizou-se uma pesquisa bibliográfica, com base na revisão de literatura em livros e artigos científicos, destacando como principais autores: Almeida (2000), Mazzoni (2001) e Sassaki (1997, 2002, 2005). Resultados: A falta de acesso informacional por parte das pessoas com deficiência dificulta a sua participação social e política, consequentemente, reduz a sua condição de cidadania. Conclusões: Ao bibliotecário cabe procurar educação continuada, um maior envolvimento nos eventos da área e a procura constante por capacitação profissional, o que refletirá sobre o melhor atendimento das necessidades de informação dos usuários com deficiências.

Inclusivas

Acessibilidade Comunicacional

Barco em um lago

O intérprete de libras-português no contexto de conferência: reflexões sobre sua atuação

Kátia Andréia Souza dos Santos;
Cristina Broglia Feitosa de Lacerda

Esta pesquisa aborda o ato interpretativo e tem como objetivo conhecer melhor a atuação do intérprete de língua brasileira de sinais (Libras), que atua na modalidade simultânea, no contexto de Conferências acadêmicas. A reflexão sobre esta prática baseia-se em autores que se fundamentam em conceitos bakhtinianos. Assim, foi desenvolvida pesquisa descritiva de abordagem qualitativa, usando a técnica da autoconfrontação simples na coleta de dados. O estudo mostrou que a conferência é um contexto complexo de atuação para esses profissionais, quanto: (i) ao tempo necessário para tomada de decisões; (ii) à exposição resultante do destaque físico; (iii) à posição, ao lado ou um pouco à frente no palco, e (iv) ao preparo, que por vários motivos nem sempre é possível ser previamente executado. A compreensão mais aprofundada do contexto de interpretação em Conferência favorece a proposição de ações formativas adequadas às demandas e indica a necessidade de novos estudos nesse campo.

Inclusivas

Acessibilidade Atitudinal

Barco em um lago

Aprender, ensinar e praticar: a biblioteca escolar como recurso estratégico para inclusão de pessoas com deficiências.

Danielle Silva Pinheiro Wellichan ;
Carla Cristine Tescaro Santos Lino

A biblioteca escolar é idealizada de acordo com o Projeto Político Pedagógico de cada escola e, diante desta parceria firmada, uma extensão da sala de aula é criada e novas oportunidades para aprender e ensinar podem acontecer. Por ser um espaço democrático, é também propício para a geração, disseminação e compartilhamento de informação. Dessa forma é um ambiente favorável para trabalhar assuntos importantes como a inclusão de Pessoas com Deficiência (PcD), que envolve a escola e a convivência de todos em sociedade. Com o objetivo de debater a inclusão da PcD, foi oferecido, em uma biblioteca escolar, um minicurso de férias para alunos da Educação Infantil e do Ensino Fundamental I em um colégio particular de uma cidade no interior de São Paulo. Foram utilizados, em atividades como a hora do conto, leitura individual e em grupo, dinâmica de vivência, exibição de filmes e curta-metragens, oficinas de desenho, criação de textos, debates mediados, exposições, materiais impressos e eletrônicos de histórias com personagens com deficiência. Além dos trabalhos gerados, uma roda de conversa com algumas pessoas com deficiência trouxe para a comunidade escolar um novo olhar sobre essa situação e contribuiu para a reafirmação da responsabilidade de cada um na construção de uma sociedade inclusiva.

Inclusivas

Acessibilidade informacional

Barco em um lago

Acessibilidade informacional para pessoas com deficiência visual em uma biblioteca universitária

Maria José Rodrigues de Castro;
Marcus Vinicius de Oliveira Brasil

Procura verificar se há acessibilidade informacional para pessoas com deficiência visual em uma biblioteca universitária, levando-se em consideração tipos de acessibilidade como a arquitetônica, comunicacional e instrumental. A pesquisa é um estudo de caso, complementado por revisão bibliográfica. Como instrumento de levantamento de dados, utilizou-se de checklist, que contempla itens referentes às normas e legislações inerentes à acessibilidade para pessoas com deficiência. É uma pesquisa de natureza aplicada, de caráter exploratório e descritivo. A abordagem dos dados é de natureza qualitativa. Com o estudo, a discussão sobre o tema chama atenção para práticas mais efetivas de acessibilidade informacional para pessoas com deficiência visual em bibliotecas universitárias e aspectos intrínsecos à função fim de disseminar a informação para um público específico. Conclui-se que a acessibilidade informacional na biblioteca pesquisada se dá de forma parcial, visto que o acesso efetivo à informação no espaço físico apresenta ausência de requisitos elencados nas normas e recomendações de acessibilidade, embora haja instrumentos adequados e convenientes para prestação de serviços e produtos informacionais adaptados para este público.

Inclusivas

Legislação, Cartilhas e Manuais

Barco em um lago

Manual de eventos acessíveis

Nathália Lopes de Assunção;
Prof. Dra. Helena Santiago;
Empresa Júnior de Letras Quimera Consultoria

Este manual tem o intuito de apresentar as orientações necessárias para promoção da acessibilidade nos eventos produzidos pela Empresa Júnior Quimera. Além da estruturação comum à idealização de eventos, temos uma atenção redobrada para ações inclusivas em todas as etapas necessárias para a realização do projeto. Planejar a acessibilidade desde a etapa de concepção permite fazer um evento para todos os públicos, tornando-se assim, o principal objetivo deste material.

Inclusivas

Acessibilidade Programática

Barco em um lago

A Audiodescrição como recurso de acesso à informação imagética na produção de acervos acessíveis para pessoas com deficiência visual na Biblioteca Universitária

Clemilda Dos Santos Sousa

O segmento social de pessoas com deficiência, no decorrer da história, busca a oportunidade de acesso à educação, para exercer sua cidadania. Nesse âmbito, a universidade configura uma oportunidade para que pessoas com deficiência possam ascender a novos horizontes, conquistar autonomia e ser reconhecidas, não pela deficiência, mas por sua competência profissional. Não obstante, no ambiente universitário, há consideráveis dificuldades, tais como os aspectos ligados ao acesso à informação. Sendo assim, a aquisição do saber reclama uma visão sobre o acesso à informação imagética contida na literatura dos acervos das bibliotecas universitárias, de forma maneira à singularidade de cada pessoa em sua condição de deficiência. O objetivo geral desta pesquisa é propor estratégias para instrumentalizar audiodescritores na elaboração de descrições de imagens em livros da área das Ciências Exatas. A metodologia escolhida foi a realização de um estudo bibliográfico e descritivo. Os resultados confirmam a audiodescrição como recurso relevante na edição de livros em formato acessível para pessoas com deficiência visual, e exprimem estratégias que podem contribuir na elaboração de descrições de imagens estáticas de natureza científica na produção de acervos para pessoas com deficiência visual.

Inclusivas

Acessibilidade Instrumental

Barco em um lago

TELEGRAM: contribuição na indicação de tecnologia assistiva para indivíduos com deficiência auditiva

Regina Tangerino de Souza Jacob;
et al.

Objetivo: O objetivo do estudo foi traduzir e adaptar culturalmente para a Língua Portuguesa Brasileira o instrumento TELEGRAM e avaliar sua aplicabilidade em adultos com deficiência auditiva usuários de Aparelho de Amplificação Sonora Individual. Método: Foram realizadas a tradução do TELEGRAM para o idioma Português, a revisão das equivalências gramatical e idiomática (traduções reversas) e as adaptações linguística e cultural. Após a tradução, o TELEGRAM foi aplicado em 20 indivíduos adultos com deficiência auditiva. Resultados: Foi realizada análise descritiva dos resultados. Após a equivalência gramatical e idiomática foi sugerida substituição de um termo/item, tendo sido o mesmo modificado e compatibilizado ao contexto brasileiro. De modo geral, as perguntas do questionário foram consideradas de fácil entendimento. Dentre as categorias avaliadas, os indivíduos com deficiência auditiva apresentaram maior dificuldade quanto ao uso do telefone e em atividades como participar de eventos em igrejas, festas, ou seja, em situações de ruído, distância e reverberação. Conclusão: O TELEGRAM traduzido para a Língua Portuguesa Brasileira mostrou ser uma ferramenta de fácil aplicação na população estudada e efetivo para avaliar quais são as principais situações em que indivíduos com deficiência auditiva apresentam maior dificuldade de comunicação, reforçando a importância da reabilitação auditiva e das tecnologias assistivas para minimizar essas dificuldades.

Inclusivas

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