Leituras Recomendadas

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Espaço destinado a divulgação de textos e outros materiais, em meio digital

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Arquitetônica

Aspectos que interferem na construção da acessibilidade em bibliotecas universitárias

MAZZONI, Alberto Angel ; TORRES, Elisabeth Fátima ; OLIVEIRA, Rubia de; ELY, Vera Helena Moro Bins ; ALVES, João Bosco da Mota

Apresenta-se a evolução do conceito da acessibilidade, inicialmente associado apenas ao projeto livre de barreiras, para o que é hoje conhecido como desenho para todos, envolvendo aspectos tanto do mundo físico como do mundo digital. Discute-se a importância de as bibliotecas universitárias adotarem critérios de acessibilidade, contribuindo para isso o espaço digital. A partir do estudo de caso feito em uma universidade federal brasileira específica, focado nos aspectos de acesso à informação e comunicação e aspectos atitudinais, são elaboradas propostas de melhorias para as condições de acessibilidade em bibliotecas universitárias.

Acessibilidade

Metodológica

Deficiência, acessibilidade e tecnologia assistiva em bibliotecas: aspectos bibliométricos relevantes

VIANNA, William Barbosa; PINTO, Adilson Luiz

O objetivo do estudo é identificar de forma estruturada elementos bibliométricos relevantes da produção científica brasileira e internacional no campo da Ciência da Informação dos termos associados “deficiência, acessibilidade e tecnologia assistiva” em Bibliotecas. Justifica-se pela necessidade de desenvolver e sistematizar um corpo teórico coerente e integrado frente às particularidades de cada termo e seu conjunto para gestão da informação. Trata-se de um estudo de natureza teórica, exploratório e bibliográfico na BRAPCI e na LISA, bases representativas da Ciência da Informação entre os anos de 2010 a 2015. Resultou na identificação de que o referencial teórico é escasso, encontra-se relativamente disperso e se concentra mais na produção de três autores nacionais e mais seis internacionais; e dois periódicos nacionais e sete de âmbito internacional que mais publicam sobre o assunto e oportunidades de desenvolvimento teórico e prático do tema na área.

Acessibilidade

Metodológica

Políticas de educação bilíngue para estudantes surdos: contribuições ao letramento acadêmico no ensino superior

FERNANDES, Sueli ; MOREIRA, Laura Ceretta

O ingresso progressivo de estudantes surdos ao ensino superior, na última década, demandou mudanças institucionais importantes quanto ao direito à educação bilíngue, ou seja, oportunizar acesso e produção de conhecimento em Língua Brasileira de Sinais (Libras) e em Língua Portuguesa na modalidade escrita. Nesse sentido, este artigo tem como objetivo discutir o processo de educação bilíngue de estudantes surdos no ensino superior, apresentando ações desenvolvidas no âmbito da Universidade Federal do Paraná (UFPR), com destaque às contribuições trazidas ao processo de letramento acadêmico bilíngue nos cursos de graduação e pós-graduação. Entendemos que a centralidade, atribuída à figura do tradutor intérprete de Libras e ao atendimento educacional especializado na política nacional de educação inclusiva, não responde às necessidades dos estudantes surdos adultos trabalhadores que chegam ao ensino superior, com dificuldades na leitura e escrita do português e experiências pouco significativas em língua de sinais. Como resultados positivos, apontamos as contribuições ao letramento acadêmico bilíngue de estudantes surdos, o desenvolvimento de metodologia específica para elaboração de materiais bilíngues – em diferentes gêneros textuais – e a ampliação dos referenciais de atuação do tradutor-intérprete no processo de inclusão. O processo inclusivo se constitui

Acessibilidade

Metodológica

Um estudo sobre a formação de tradutores e intérpretes de línguas de sinais

FARIA, Juliana Guimarães; GALÁN-MAÑAS, Anabel

e acordo com o censo brasileiro de 2010, 5,1% da população possui algum tipo de deficiência auditiva. Ainda, dados de 2016 mostram que apenas 0,08% dos matriculados no ensino superior são surdos, surdo-cegos ou deficientes auditivos. A nova Lei de Cotas n. 13.409/2016, aprovada pelo governo brasileiro, a qual reserva vagas para pessoas com deficiência nas instituições públicas de educação superior, é uma medida de política afirmativa que visa incluir os surdos socialmente, sobretudo na educação superior. Como consequência, existe uma demanda crescente de novos postos de trabalho para tradutores e intérpretes de língua de sinais. Dada a complexidade das funções estabelecidas na Lei 12.319/2010 e a exigência de profissionais qualificados, justificam-se estudos sobre a formação de tradutores e intérpretes de língua de sinais no Brasil. O objetivo deste artigo é apresentar um estudo exploratório que visa traçar uma comparação entre proposta de formação de tradutores e intérpretes de língua de sinais e línguas orais. A metodologia do estudo possui uma abordagem qualitativa. Analisam-se dois cursos: um curso que forma profissionais de línguas orais e outro curso que forma profissionais de língua de sinais, da Universidade Autônoma de Barcelona, na Espanha, e Universidade Federal de Goiás, no Brasil, respectivamente. Os elementos analisados são: objetivos de formação, perfil do egresso e disciplinas do curso no que se refere a temas abordados e tipo de formação (estudo de língua, prático-operativo ou teórico-conceitual). Os resultados demonstram que a proposta do curso de formação de tradutores e intérpretes de línguas de sinais ofertado na UFG possui um viés mais teórico e conceitual se comparado à proposta de formação de tradutores e intérpretes de línguas orais ofertado na UAB, o qual possui um viés mais prático, baseado na formação por competências.

Acessibilidade

Instrumental

O TRABALHADOR COM DEFICIÊNCIA NA ORGANIZAÇÃO: UM ESTUDO SOBRE O TREINAMENTO E DESENVOLVIMENTO E A ADEQUAÇÃO DAS CONDIÇÕES DE TRABALHO

MAIA, Andréia Maria de Carvalho ; CARVALHO-FREITAS, Maria Nivalda de

Mesmo apoiados por leis que medeiam a inclusão da diversidade, ainda é difícil o acesso de pessoas com deficiência ao mercado de trabalho, o que muitas vezes é justificado pela baixa qualificação profissional delas ou dificultado pelas práticas adotadas pelas empresas. A pesquisa investigou as pessoas com deficiência, os profissionais de recursos humanos e os profissionais de segurança no trabalho de duas empresas para avaliar como é realizada a inserção das pessoas com deficiência dentro das organizações mediante o treinamento e desenvolvimento e sua adaptação ao ambiente de trabalho, considerando que já se passaram 23 anos da aprovação da Lei de Cotas no Brasil. Os resultados demonstram que a Lei de Cotas e o tipo de deficiência ainda influenciam no processo de contratação. Os programas de treinamento e desenvolvimento adotados não utilizam estratégias metodológicas ou tecnologias assistivas para garantir igualdade de oportunidades para as pessoas com deficiência. São realizados preferencialmente treinamentos on-the-job. Nem todos os respondentes reconhecem a qualificação profissional como fundamental no momento da contratação, principalmente porque a contratação de pessoas com deficiência é eminentemente para funções operacionais. Por outro lado, grande parte das pessoas com deficiência se sente satisfeita e valorizada no seu trabalho. As adaptações no ambiente e o uso de tecnologias assistivas foram reconhecidos como importantes para o desempenho desse grupo.

Acessibilidade

Informacional

Informação e conhecimento acessíveis aos deficientes visuais nas bibliotecas

FIALHO, Janaina ; SILVA, Daiane de Oliveira

As bibliotecas universitárias precisam ser acessíveis, para que possam atender às necessidades informacionais diversas do público que as procura, tais como os deficientes visuais. Elas fazem parte do processo de desenvolvimento acadêmico do estudante com deficiência visual, cumprindo sua função primordial de apoiarem as pesquisas e promoverem o acesso à informação. Para que isso ocorra, deve haver uma preocupação, por parte das universidades, com a adaptação e estrutura voltada para atender esse tipo de usuário. O bibliotecário é responsável por intermediar o acesso à informação, permitindo que os deficientes visuais possam usufruir desse acesso. Com base na experiência da Biblioteca Braille José Álvarez de Azevedo em Goiânia e na literatura sobre o assunto, foram feitas algumas sugestões de equipamentos e softwares direcionados para os deficientes visuais em bibliotecas universitárias. Conclui-se que softwares e equipamentos são instrumentos importantes para o deficiente visual ter acesso à informação, bem como o preparo dos profissionais para atendê-lo. Com bons recursos disponíveis gratuitamente no mercado, as bibliotecas universitárias podem equipar seus espaços de apoio ao deficiente visual, inclusive o acesso à Internet.

Acessibilidade

Comunicacional

O intérprete de libras-português no contexto de conferência: reflexões sobre sua atuação

SANTOS,Kátia Andréia Souza dos ; LACERDA, Cristina Broglia Feitosa de

Esta pesquisa aborda o ato interpretativo e tem como objetivo conhecer melhor a atuação do intérprete de língua brasileira de sinais (Libras), que atua na modalidade simultânea, no contexto de Conferências acadêmicas. A reflexão sobre esta prática baseia-se em autores que se fundamentam em conceitos bakhtinianos. Assim, foi desenvolvida pesquisa descritiva de abordagem qualitativa, usando a técnica da autoconfrontação simples na coleta de dados. O estudo mostrou que a conferência é um contexto complexo de atuação para esses profissionais, quanto: (i) ao tempo necessário para tomada de decisões; (ii) à exposição resultante do destaque físico; (iii) à posição, ao lado ou um pouco à frente no palco, e (iv) ao preparo, que por vários motivos nem sempre é possível ser previamente executado. A compreensão mais aprofundada do contexto de interpretação em Conferência favorece a proposição de ações formativas adequadas às demandas e indica a necessidade de novos estudos nesse campo

Acessibilidade

Comunicacional

Aspectos que interferem no acesso à informação e interação dos usuários cegos com o OPAC em bibliotecas universitárias

LAZZARIN, Fabiana Aparecida ; SOUSA, Marckson Roberto Ferreira de

Apresentamos um estudo focado nos aspectos relacionados à acessibilidade à informação contida nos catálogos on-line, também conhecidos como OPAC (Online Public Access Catalogue), envolvendo tanto o ambiente digital como o ambiente físico. Analisamos através da ferramenta automática de acessibilidade Access Monitor e de revisão direta por parte dos autores o OPAC do Sistema de Gestão de Atividades Acadêmicas (SIGAA) da Universidade Federal da Paraíba e, destacamos a importância das bibliotecas universitárias adotarem medidas que contribuam para a acessibilidade dos diversos públicos, inclusive de pessoas com deficiência visual. A partir do estudo de caso, elaboramos recomendações como forma de melhorias para a interação dos usuários cegos com o OPAC de bibliotecas universitárias.

Acessibilidade

Arquitetônica

Bibliotecas universitárias: o papel de um campus acessível na inclusão de usuários com necessidades especiais.

DINIZ, Isabel Cristina dos Santos; ALMEIDA, Ana Margarida; FURTADO, Cassia Cordeiro

O objetivo deste trabalho é apresentar os resultados preliminares de uma pesquisa em andamento que procura diagnosticar práticas inclusivas em bibliotecas universitárias brasileiras e portuguesas. A pesquisa visa elucidar aspectos relativos ao papel de um campus acessível na inclusão de usuários com necessidades especiais. Os resultados foram coletados por meio de um questionário online aplicado a oitenta e sete diretores de bibliotecas (cinquenta e quatro brasileiros e trinta e três portugueses). Foram coletadas cinquenta respostas válidas (vinte e oito brasileiras e vinte e duas portuguesas). Os resultados permitiram identificar problemas de acessibilidade, nomeadamente no que diz respeito ao acesso ao campus e à falta de equipes de bibliotecários com habilidades específicas para auxiliar esses usuários. Concluímos que muitas dessas bibliotecas estão integradas em campi sem infra-estrutura acessível e, portanto, que não são capazes de promover a inclusão de estudantes com necessidades especiais. Os respondentes afirmam que estão conscientes de suas limitações e fraquezas quando enfrentam esse desafio. Por isso, mostram abertura para mudar suas práticas e atitudes em relação a um novo cenário futuro no qual eles possam construir soluções para se melhorar a acessibilidade e a inclusão nessas bibliotecas.

Acessibilidade