Leituras Recomendadas - CBBP

Espaço destinado a divulgação de textos e outros materiais, em meio digital

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Artigos Brasileiros

"Desenvolvendo a competência informacional: a experiência do curso de Biblioteconomia da UFPA com egressos do sistema penal e familiares atendidos pela Fábrica Esperança"

Rubens da Silva Ferreira;
Maria Raimunda;
Maria Correa de Nazaré dos Santos; Armando Onofre da Silva Costa

O presente trabalho faz um registro da experiência extensionista, no contexto da Faculdade de Biblioteconomia do Instituto de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade Federal do Pará. Trata-se do projeto "Construindo a competência informacional através de estratégias de fortalecimento do uso educativo das Tecnologias de Informação e Comunicação", que, entre os meses de agosto e dezembro de 2011, concentrou as ações entre os egressos do sistema penal e familiares atendidos pela Fábrica Esperança. Partindo da pesquisa-ação, os sujeitos em foco foram envolvidos em atividades orientadas para o desenvolvimento das competências informacionais, em uma carga horária total de 160h. Entre docentes, discentes e pessoal técnico, a experiência permitiu refletir sobre o conceito de competência informacional, o qual se coloca como fundamental para se pensar a inclusão e a cidadania na sociedade da informação.

Prisionais

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Biblioteca prisional e reinserção social: o olhar das internas do Instituto Penal Feminino Auri Moura Costa

Francisca Liliana Martins de Sousa;
Virginia Bentes Pinto

Discorre sobre a atuação da biblioteca prisional do Instituto Penal Feminino Desembargadora Auri Moura Costa (IPF), considerando a possibilidade de que a biblioteca contribua para a reinserção social do indivíduo encarcerado. O objetivo da pesquisa é verificar como a biblioteca prisional do IPF atua em prol da reinserção social das internas. Trata-se de uma pesquisa exploratória, pautada em um levantamento bibliográfico da temática abordada, e de cunho qualitativo, adotando-se a metodologia da sociopoética para o estudo empírico e análise dos dados. Os resultados apontam que a atuação da biblioteca no IPF efetiva-se por meio do projeto de leitura ‘Livro Aberto’. Os discursos verbais e não verbais das detentas evidenciam a sua condição de privação da liberdade e o desejo de retorno à sociedade. Também ficou evidente a insatisfação por não terem acesso ao espaço da biblioteca bem como o desejo da presença de um profissional especializado. Concluímos que a atuação da biblioteca é deficitária e apresenta lacunas, principalmente na formação de leitores. Apesar das dificuldades enfrentadas, a biblioteca é percebida pelas internas, de maneira geral, como um instrumento que favorece a reinserção social.

Prisionais

Artigos Brasileiros

Biblioteca prisional e a leitura nos espaços de privação de liberdade

Amabile Costa;
Camila Monteiro de Barros

O trabalho enfatiza o papel das bibliotecas prisionais na mediação da leitura e da informação. Essas bibliotecas são unidades que disponibilizam às pessoas privadas de liberdade o acesso à informação e, consequentemente, dão suporte ao desenvolvimento humano e à geração de conhecimentos que podem proporcionar a conscientização tanto dos reeducandos quanto da comunidade carcerária como um todo a respeito de aspectos sociais, religiosos, pessoais, culturais, literários, entre outros. Evidencia, também, a atuação dos bibliotecários no âmbito dos espaços de privação de liberdade, apresentando os papéis das bibliotecas prisionais, bem como sua competência. Conclui que a democratização do acesso à informação nos espaços de privação de liberdade é tema relevante e papel inerente às bibliotecas prisionais. Também aponta que as diretrizes a serem seguidas por esse tipo de biblioteca, como serviços e desenvolvimento de coleções, são diferentes daquelas seguidas por outras unidades e informação, dadas as características do contexto em que atua.

Prisionais

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Atuação profissional e percepções sobre a temática biblioteca prisional: o discente em Biblioteconomia da UFF, UFRJ e UNIRIO em foco

Renata Figueiredo dos Santos;
Dayanne da Silva Prudencio

Procurou verificar se os estudantes dos cursos de Biblioteconomia de Bacharelado e Licenciatura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) possuem interesse de atuação em bibliotecas prisionais. Pesquisa de natureza bibliográfica e de campo, exploratória-descritiva, e, do ponto de vista da análise dos dados e demonstração dos resultados, com abordagem qualitativa e quantitativa. Conclui que os estudantes têm conhecimento superficial sobre o tema, têm frequentado eventos sobre o mesmo e gostariam de atuar em projetos e ações de engajamento para promoção da temática. Igualmente apresenta que a maioria não tem interesse em atuar em bibliotecas do sistema prisional.

Prisionais

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ESTUDOS RELACIONADOS A BIBLIOTECA PRISIONAL: análise bibliométrica na base Scopus (1927-2017)

Yara Maria da Silva Cinque;
Caroline Gomes de Oliveira;
Maria Claúdia Cabrini Grácio

O respectivo artigo é resultado de um estudo final de disciplina bibliométrica no qual pretendemos analisar artigos sobre o tema "Biblioteca Prisional" na base de dados SCOPUS. Para observar como funciona a produção científica de outros países sobre o assunto, quais são os autores mais consagrados, quais países se destacam no assunto. Esta análise bibliométrica tem como função mostrar a importância do tema e, assim, ser capaz de questionar por que a produção científica brasileira em bibliotecas prisionais ainda é pequena, uma vez que existe uma lei que regulamenta a mesma, mas a área de biblioteconomia parece conter uma barreira para estudar e produzir textos sobre o assunto.

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Perspectivas de atuacao das bibliotecas prisionais e as contribuiçoes para a Agenda 2030 da Organizaçado das Nacoes Unidas

Jonatas Luiz Carvalho Silva

Trata da atuação das bibliotecas na Agenda 2030 com ênfase na atuação das bibliotecas prisionais. Apresenta como ponto de partida a seguinte pergunta: como a biblioteca prisional pode contribuir para os múltiplos desenvolvimentos da comunidade carcerária alinhada aos pressupostos da agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU)? Define como objetivo abordar as perspectivas de contribuição da biblioteca para a Agenda 2030 com ênfase nas bibliotecas prisionais e seus múltiplos processos potenciais de ressocialização atuação junto à comunidade carcerária. Conclui que o grande legado de uma biblioteca não é pertencente às ações que empreendem em si, mas aos impactos/interferências que essas ações provocam na comunidade/usuário. As bibliotecas prisionais possuem múltiplas perspectivas de atuação no âmbito da ressocialização de presos por meio de práticas pautadas em categorias como formação de leitores/alfabetização/letramento informacional, dinamização do acervo, trabalho/profissão/emprego, entretenimento e lazer e relações humanas e sustentadas por aplicações norteadoras e pragmáticas.

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Implantação da Biblioteca no Cárcere: desafios e possibilidades

Leni Beatriz Colares;
Catia Rejane Lindemann

Este artigo é resultado do projeto de Extensão intitulado Janela Literária: A Biblioteca no Contexto Carcerário, o qual busca avaliar os desafios e possibilidades de implantação de Biblioteca dentro do sistema carcerário. Para tanto, a ação extensionista está sendo executada na Penitenciária Estadual do Rio Grande (PERG), onde está sendo implantada uma biblioteca cujo objetivo é o de disponibilizar a leitura para os presos, visando dar substrato para o Ensino de Jovens e Adultos, num Convênio entre Administração prisional e Delegacia de Ensino em Rio Grande. As dificuldades para atingir o objetivo, desde a burocracia que cerca as relações carcerárias até a execução do projeto, serviram como parâmetros para compreender que no cárcere as regras modificam as teorias bibliotecárias do que é estabelecido como aplicação correta da boa técnica. Por essa razão é necessário adaptar e muitas vezes reinventar padrões de ação, considerando que se trata de usuários com suas especificidades. Essa realidade afeta o planejamento de bibliotecas propriamente dito, exigindo maior flexibilidade no atendimento e nas formas de interação entre o bibliotecário e os usuários em situação de encarceramento. Conclui-se que embora seja um desafio a implantação de biblioteca no cárcere, é possível levar ao detento a leitura e transformá-la em ferramenta dentro do sistema carcerário, na medida em que possa auxiliar os gestores a programar espaços educativos nos quais os presos canalizam suas energias e encontram alternativas para ampliar sua educação formal, colocando-se, por esta via, em melhores condições para o retorno à sociedade extramuros, além de alterar a rotina intramuros

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Bibliotecas prisionais enquanto espaços para o acesso a informação e a cidadania

Epitacio Gomes Silva Neto;
Francisca Chagas Dias Leite

Considerando a realidade da pena de reclusão no âmbito prisional, este artigo aborda, através de pesquisa bibliográfica a importância de bibliotecas em presídios e como estas instituições podem auxiliar no processo de reintegração social do preso. Apresenta, através de pesquisa bibliográfica, a história das bibliotecas e por eguinte a inclusão da biblioteca em estabelecimentos prisionais ao longo do tempo. Diante do exposto, este artigo tem como objetivo central analisar a importancia das bibliotecas prisionais enquanto espaços para o acesso a informação e a cidadania. Para tanto, através de pesquisa bibliográfica, este estudo, realiza o confronto teórico com diferentes autores para fundamentar as discussões delineadas nesse processo investigativo. Desse modo, de acordo com o que foi pesquisado pode-se afirmar que as bibliotecas prisionais constituem-se em importantes espaços para o acesso a informação e a cidadania.

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A seleção de fontes de informação em bibliotecas prisionais do estado de Alagoas: do direito às condições de acesso à informação de usuário apenado

Jaciana de Hokanda Costa Tonin;
Edivanio Duarte de Souza

As bibliotecas prisionais têm o propósito de condicionar aos apenados oportunidades para desenvolver habilidades sociais e técnicas, evitar a ociosidade e prepará-los para eventual liberação. Nesse contexto, objetivou-se analisar o processo de seleção de fontes de informação em Bibliotecas do Sistema Prisional do Estado de Alagoas. Para tanto, realizou-se uma pesquisa de campo junto às três Bibliotecas Prisionais com aplicação de um questionário composto de perguntas abertas e fechadas. A pesquisa foi realizada de forma exploratória e descritiva, com análise de dados sob os aspectos qualitativo e quantitativo. Os resultados evidenciam que o complexo prisional de Alagoas possui bibliotecas que atendem à comunidade carcerária e aos servidores. Essas, contudo, não usam documento de formação e desenvolvimento de coleções, de modo geral, ou uma política de seleção de fontes de informação, do modo específico. As fontes disponibilizadas aos usuários apenados, no entanto, não deixam de ser selecionadas criteriosamente. Esse processo é feito no momento em que os livros são emprestados aos presos, buscando adequar a coleção às necessidades básicas de informação e ao incentivo à leitura, sobretudo, no processo de ressocialização.

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